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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Entrevista Andrei Simões

Boa tarde, galera! Como vocês estão? Hoje trago mais uma entrevista com autor brasileiro \o/ 

Pois bem, o entrevistado de hoje é Andrei Simões. Particularmente não conhecia esse escritor, nem seu trabalho, mas foi uma grande satisfação fazer essa entrevista. Estou empolgadíssima para ler seu mais recente lançamento: Zon - O Rei do Nada, pela Editora Empíreo, e estou aguardando meu exemplar chegar para breve postar uma resenha aqui!

Leiam até o fim, pois vale muito a pena!


Camila Dorneles - Andrei fale um pouco sobre seu início de carreira. Quando começou a escrever?
Andrei Simões - Comecei a escrever aos 13 anos de idade, basicamente poesias. Por anos me mantive em intenso exercício poético, até que em meu sexto livro, alguns anos depois, senti-me preparado para a prosa. Desde então utilizo a poesia mais como exercício de ritmo e métrica, inserindo na prosa uma musicalidade que é inerente ao meu estilo. Publiquei um livro pela internet em 1999, escrevi para blogs, projetos artísticos e portais ao longo dos anos e minha primeira publicação em papel, através de meios tradicionais, em 2005.
CD - Como foi para publicar seus livros? Teve que batalhar muito por uma editora, era algo que queria ou tudo aconteceu por acaso?
AS - Sempre quis publicar, pois sempre soube que era escritor, mas tive o bom senso de saber que seria necessário um bom tempo de exercício e disciplina, para este possível talento pudesse progredir a ponto de tornar minhas obras relevantes. Talento por si só é inútil, transpiração é muito mais importante que inspiração. Quando resolvi publicar em papel, após ter passado por diversas experiências em meios virtuais, foi com meu oitavo livro, o Putrefação. Então estava seguro o suficiente para procurar uma boa editora, já que tinha uma obra sólida, não era um primeiro livro apressado. A primeira editora que procurei aceitou a publicação, o que ratifica a ideia de que apresentei algo relevante, ou talvez tenha sido apenas sorte. 

CD - Qual o gênero que tu escreves? Como tem sido a resposta dos leitores as suas obras? Tens um publico alvo?
AS - Gênero normalmente é uma preocupação para jornalistas ou donos de livrarias. Escrever é criar um mundo a partir de uma tela, ou papel em branco, então liberdade é a chama inicial. e pensar em gêneros talvez restrinja isso. Porém, ao longo dos anos cheguei à conclusão de que é melhor eu me rotular do que deixar os outros fazerem, então me considero um escritor simbolista, uso o simbolismo em prosa, mas também utilizando fortes elementos do realismo fantástico. Talvez eu seja um escritor de simbolismo fantástico, ou nada disso, mas definitivamente sou um defensor da mídia literária por si, nada de cinema em palavras. O que faço, bem ou mal,  é literatura.
CD - Fale sobre seus livros. Quantas obras já têm publicado?
AS - Em papel, duas. O primeiro se chama "Putrefação" e é uma novela sobre amor, vermes e as reflexões profundas oriundas da dor e do horror extremo. Publiquei em 2005 pela editora Novoséculo. Em 2013 publiquei Zon - o rei do nada, pela editora Empíreo.
Camila Dorneles - Um espaço inteiro para falar sobre Zon – O Rei do Nada! Qual a inspiração para o livro? Como foi escrevê-lo? E principalmente, de onde surgiu a ideia de trabalhar com a ilustradora Lupe Vasconcelos?
AS - Zon nasceu em 1995, em uma conversa de elevador. Bem, pelo menos a ideia inicial. Logo depois comecei a escrever contos sobre ele e na época, participando dos primeiros fóruns virtuais, outras pessoas também começaram a escrever sobre ele. Em 1999 comecei a escrever um livro de contos sobre Zon e o terminei em 2000. Desde então o tenho reescrito, readaptado, mas no final de 2012 o editor da Empíreo teve acesso ao original e então comecei a trabalhar no livro pela última vez, para finalmente vê-lo publicado. A ideia de trabalhar com a Lupe veio do editor, pois havia falado a ele que sempre imaginei Zon como uma novela gráfica, então a coadunação entre imagem e palavra nesta obra seria muito importante. Porém, o resultado final ficou muito além do que havia imaginado. O traço único e a interpretação artística que a Lupe deu para minhas palavras fez com que a obra transcendesse e alcançasse lugares que realmente não havia previsto, tornando a Lupe co-autora da obra.
CD - Há projetos futuros para trabalharem juntos novamente? Conte-nos alguma novidade literária que esteja preparando para o público.
AS - Com a Lupe eu espero trabalhar novamente o mais breve possível, mas nada certo ainda. Bem, o escritor precisa escrever. Entre um livro e outro, vários surgem, muitas vezes ideias que se traduzem em rascunhos de algumas páginas. Tenho uma pasta cheia de projetos inacabados e projetos e passei os últimos meses divulgando o Zon, mas já em fase de pesquisa para o próximo. Tudo que posso dizer é que o próximo livro será filosófico e brutal. Zon era sobre ausência da existência, da carne e explorei profundamente isso. Agora explorarei outros caminhos. O próximo livro será mais visceral. Em breve, mais novidades.


CD - Como descreveria o cenário literário no Brasil em relação a escritores brasileiros? 
AS - Não sei se tenho propriedade para falar do cenário literário brasileiro. Sou um escritor de horror no norte do país, sinto-me alienígena ao cenário estabelecido, por ter optado sempre por estilos literais marginais. Estou mais próximo de Guy de Maupassant do que de algum colega da atual cena. Fico mais à vontade entre os mortos. Mas acredito, como fã de literatura, que houve uma abertura bem interessante para o gênero de fantasia, o que é positivo para o realismo fantástico também, em consequência. Creio que isso se deva ao excelente trabalho de autores como André Vianco, que provaram ser possível fazer algo com uma pegada nacional e ao mesmo tempo, com temas universalistas. Mas estou otimista com as possibilidades para minha prosa.
CD - O que tens lido ultimamente? Autores e livros preferidos...
AS - Antes de escrever um livro eu pesquiso, leio obras onde temática e estruturalmente posso aprender. Ultimamente, como sempre na verdade, tenho recorrido aos meus autores preferidos, não para encontrar neles o meu estilo, mas justamente para saber como me posicionar entre eles, como fazer algo inerentemente meu. Então sempre estarei na companhia de Kafka, Guy de Maupassant, Poe, Lovecraft, Alan Moore e Clive Barker. Livros preferidos, algo tão difícil de responder. A cada resposta, creio que algum mudará, mas existem os mais importantes, pois me tornaram um leitor e depois um escritor. O Pequeno Príncipe foi o primeiro e possivelmente o mais importante. Depois, a obra infantil do Monteiro Lobato. Capitães da areia do Jorge Amado. Basicamente toda a obra de Alan Moore. A Metamorfose, de Kafka. O mito de Cthulhu, Lovecraft. E muito mais, melhor encerrar por aqui. 

CD - Deixe endereço de email, blog, redes sociais para quem quiser entrar em contato contigo.
AS - Agradeço pela entrevista. É sempre recompensador e divertido falar de literatura. Parabéns pelo blog!
Bem, vou deixar os endereços correspondentes à editora e um link para a compra do livro. 
Gostaria de lembrar aos seus leitores que o livro Zon foi publicado por uma editora independente, portanto, quem se interessar, não hesite em comprar o livro, curtir a fanpage e divulgá-lo nas redes sociais, você estará comprando um excelente alimento para a mente e alma e ao mesmo tempo colaborando para o desenvolvimento da literatura independente do Brasil. Lembrando que Zon é um livro totalmente ilustrado, com 66 ilustrações artísticas complexas e com uma editoração de qualidade superior aos livros das ditas grandes editoras. 
Obrigado.
Andrei, eu que agradeço a oportunidade de realizar mais essa entrevista contigo e desejo muito sucesso e inspiração para a sua carreira.

Galera, até mais!!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Entrevista: Samanta Holtz

Pessoal, quando pensei em fazer entrevistas com autores brasileiros não achei que fosse dar tão certo! Na verdade eu achava que não ia dar certo e que não teria entrevistas todas as semanas. Eu sei, eu sei, sou pessimista, hehe! Mas, até o momento, os autores que tenho entrado em contato me respondem com tanto carinho e sempre aceitam participar do quadro.

Com a Samanta não foi diferente! Ela é muito querida e topou na hora fazer a entrevista! Samanta adorei entrar em contato contigo e tenho certeza que tu terás muito sucesso!



Camila Dorneles - Samanta gostaria de agradecer imensamente por tu teres aceitado meu convite de falar um pouquinho sobre sua carreira literária aqui no blog! Bem, tu escreves desde muito jovem, como está sendo esse crescimento de seu trabalho? Sempre quis ser uma escritora profissional ou achava que isso ficaria apenas no hobby?

Samanta Holtz - Olá, Camila! Eu que agradeço pelo convite à entrevista, será uma alegria falar sobre meu trabalho aqui em seu blog :) Sim, escrevo desde pequena. Comecei aos 7 anos de idade, com as histórias em quadrinho que eu criava! Meu sonho, na época, era trabalhar como redatora do Maurício de Sousa – já nessa idade, apaixonada por criar! Então, o tempo foi passando e comecei a me aventurar em outros textos, como poesias e romances. Meu primeiro romance foi concluído na adolescência e, embora eu sonhasse em, um dia, publicar livros, achava que era um sonho difícil demais. Mesmo assim, jamais desisti, mantendo sempre em mente o seguinte: haja o que houver, se eu publicar, se eu não publicar, eu nunca vou parar de escrever porque é o que eu amo fazer. Então, eu estudava, trabalhava... e jamais deixava a escrita de lado. Ainda bem, porque, enfim, consegui a publicação do meu terceiro livro escrito – que foi o primeiro a ser publicado, em 2012: “O Pássaro”!



CD - E como foi para tu publicares seu primeiro? Qual foi a sensação de ter ele em mãos?

SH - Camila, foi indescritível! Até hoje não sei dizer o que se passou em minha cabeça e em meu coração. Quando vi meu livro pronto e o peguei nas mãos pela primeira vez, acredito que tenha passado um filme em minha cabeça. As horas e horas no computador, escrevendo à noite ou de madrugada... os vários “nãos” anteriormente recebidos de outras editoras... o quanto eu havia sonhado com aquele momento, e como ele chegou a parecer tão impossível! Realmente, não é possível expressar em palavras o que isso significou para mim.



CD - Estava vendo em seu blog que o primeiro romance que tu começaste a escrever não foi publicado. Tu chegaste a termina-lo? Se não, como foi abrir mão de termina-lo de escrever para começar outra história? Ou foi algo natural?

SH - “O Pássaro”, embora seja meu primeiro livro publicado, foi o terceiro que escrevi. Meu primeiro romance escrito foi “Renascer de um Outono”, que está concluído, sim – porém, como eu era bem nova quando o escrevi, preciso revisá-lo bem. Também escrevi outro livro menor, chamado “Corpo & Alma”, também concluído e que também precisa de revisão! Ainda não os publiquei porque, desde que lancei “O Pássaro”, tenho trabalhado nos meus livros mais atuais. Tenho, sim, intenção de revisá-los e lançar, em breve, mas preciso antes terminar os projetos atuais. Cada autor tem um jeito de trabalhar e, no meu caso, não gosto de trabalhar em várias histórias ao mesmo tempo ou interromper uma para começar outra. Gosto de interromper o trabalho atual, primeiro!




CD - Qual o gênero que tu escreves? Quem são os seus leitores, ou público alvo?

SH - Escrevo “romances românticos” – classifico assim porque, por definição, diversos tipos de história podem ser considerados romances, que são basicamente uma história com começo, meio e fim. Gosto de escrever romances com uma pegada mais apaixonada, com surpresas, e sem elementos fantásticos (nada contra, mas não é meu gênero! Rs). Meu público, pelo que tenho percebido, concentra-se mais em mulheres da classe “jovens adultos”!

  

CD - Como está sua vida após os livros serem publicados? Muitos leitores, seguidores, como é o contato com o público?

SH - É uma grande mudança! Claro que minha carreira ainda tem muito a evoluir, mas, desde o começo, já percebi uma grande procura por parte do público. Eu nem tinha Twitter e Facebook antes de publicar meu primeiro livro... criei as contas nas redes sociais especialmente por causa do meu trabalho e, hoje, tenho mais de 4.000 amigos e 600 seguidores no Facebook, sendo que a grande maioria eu não conheço pessoalmente, são leitores e admiradores do meu trabalho. Recebo com frequência tweets, e-mails, mensagens, menções em comentários e isso me deixa imensamente feliz! Também tenho recebido inúmeros e-mails e mensagens de aspirantes a escritores pedindo dicas e querendo tirar dúvidas, e é um orgulho perceber que eles me veem como referência para ajudá-los. É trabalhoso, mas procuro responder a todos com todo o carinho e atenção que merecem, pois é o público quem torna meu sonho realidade todos os dias!





CD - Quero ser Beth Levitt esta em sua 2º edição. Fale um pouco sobre. E notícias sobre próximos trabalhos a ser lançados? Claro, fale sobre aquilo que tu puderes falar!

SH - Sim, estou imensamente feliz porque, pouco mais de 3 meses após o lançamento, “Quero ser Beth Levitt” esgotou e foi preciso imprimir mais! Achei fantástica a aceitação do público e procura pelo livro e agradeço a Deus todos os dias por isso, pois foi Ele quem me proporcionou esse dom e me manteve forte para continuar buscando mesmo quando parecia impossível. O próximo trabalho está em estudo junto à editora, mas pode ser ou um dos meus primeiros romances (aqueles que estão prontos, precisando de revisão) ou o livro em que estou trabalhando no momento – mas que ainda é segredo! (risos)



CD - O que tu tens lido ultimamente? Conte-nos sobre seus autores prediletos.

No momento, estou relendo “Quero ser Beth Levitt”! (risos) Sempre gosto muito de ler romances, biografias... estou lendo também “A hora da verdade”, um livro sobre administração que é muito interessante, e “O Livro da Filosofia”. O último romance que li que me encantou imensamente, tornando-se um dos favoritos, foi “Dias Melhores pra Sempre”, do Mauricio Gomyde. É o terceiro livro dele que leio e todos conseguem me prender e encantar de forma singular! Um autor nacional mais que recomendado aos apaixonados por romances. Também gosto muito de Sophie Kinsella, Paulo Coelho, Dan Brown, Carina Rissi... são muitos os favoritos!



SH - E suas inspirações? De onde elas vêm?

Essa é sempre a pergunta mais difícil! (risos) Não existe uma resposta exata. Tenho inspirações em diferentes momentos do dia, em diferentes situações. Um momento bastante propício é a hora do banho – não sei se é porque estamos relaxados, ou se é porque fico distraída e minha mente “voa”... mas é quando muitas ideias vêm, ou quando vejo solução para encruzilhadas dos meus livros que eu ainda não havia conseguido resolver! Depois, saio correndo para anotar (risos)... É sempre bom estar em um momento de sossego, relaxamento, tranquilidade, isso favorece as ideias. Acho que não significa que venham em maior quantidade, mas que fique mais fácil de as “ouvirmos” e reconhecermos.



CD - Fale sobre o Projeto Turnê Literária. Como funciona? Quem são os outros escritores participantes, etc.

SH - O grupo Turnê Literária foi idealizado pela grande autora (e grande amiga!) Adriana Brazil. O intuito é basicamente: viajar o país divulgando a literatura nacional e o nosso trabalho através de participação em eventos literários, planejamento de eventos próprios do grupo, visitas a escolas e a outros locais em que fôssemos convidados etc. E, em grupo, somos mais fortes do que sozinhos! O grupo hoje conta com a Adriana Brazil (autora da série “Foi Assim que te amei”), Vanessa de Cássia (autora de “Batom Vermelho”, entre outros títulos), Maurício Gomyde (autor de “Dias Melhores pra Sempre”, entre outros títulos), Ricardo Valverde (autor de “Quem sou eu, afinal” e da série “2012”, entre outros títulos) e eu! É um grupo maravilhoso, a convivência e a amizade são deliciosas e tem sido emocionante ver todos do grupo com a carreira em tamanha ascensão, desce que iniciamos.



CD - Deixe seu contato email, blog, redes sociais...

SH - Quem quiser me encontrar, estou em diversos meios e redes sociais:


Facebook - “O Pássaro”: https://www.facebook.com/opassarosamantaholtz

Facebook – “Quero ser Beth Levitt”: https://www.facebook.com/QueroSerBethLevitt






Beijos carinhosos a todos!



Que linda, né! Samanta mais uma vez muito obrigada pela tua disposição e pela troca de experiência, pois foi muito valioso para mim!!

Beijos e até mais!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Entrevista: Leila Rego



Boa tarde, pessoal! Hoje é quinta-feira e tenho a imensa satisfação de postar mais uma entrevista!

Hoje a entrevista é com a escritora Leila Rego, autora dos livros A Segunda Vez que te Amei, Amigas (Im)Perfeitas e da série Pobre Não Tem Sorte. Quando entrei em contato para convidá-la a fazer a entrevista, ela aceitou na hora! 

A Leila tão uma história de vida muito bacana. Não deixem de conferir!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGCV2J_sYxYirwIC7lBhgGahlupHT71445aG9bGrtOovRLFMMQifp9GDcSFQ4QNP8aLMimCQWLUXQZS9YIHcS5qIvx9acwG-UktaeAyhHVkJid0tXB29ThokZh9p1Fzpb0gXA_4gMClIF2/s1600/02.jpg

Camila Dorneles - Quando tu começaste a escrever? Foi por acaso ou tu sempre soube que era isso que gostaria de fazer?
Leila Rego - Acho que nasci escritora, mas só fui descobrir esse meu lado bem mais tarde!  Algumas pessoas ficavam impressionadas com a riqueza de detalhes dos meus sonhos e me diziam que uma mente criativa assim deveria passar para o papel tais relatos.  Mas, por força das circunstâncias, acabei no mundo corporativo.  Entretanto, o ambiente de pressão, estresse, competição e comportamentos questionáveis sempre me fizeram questionar se eu pertencia àquele “mundo”. Para aliviar essa carga de estresse, eu escrevia histórias diversas, despretensiosas, apenas como um hobby.  A mente vagava e ia escrevendo...  Dessas histórias, nasceu a personagem Mariana, protagonista da comédia romântica, Pobre Não Tem Sorte - meu primeiro livro publicado. Gostei tanto da Mariana que criei um ambiente para ela, depois um enredo e outras personagens foram surgindo... Sentia tanto prazer ao escrever a história da Mariana, e tão responsável em fazê-la crescer e amadurecer enquanto ser humano, que me sentia quase como uma mãe...  E como toda boa mãe, não poderia abandoná-la no meio do livro!  Dessa forma, natural e despretensiosa, me tornei escritora, mãe de Mariana – cujo amadurecimento vai muito bem, em especial no PNTS3 que estou finalizando!  Mariana me incentivou!  

http://maniacaporlivros.files.wordpress.com/2013/12/pobre-nc3a3o-tem-sorte.jpghttp://1.bp.blogspot.com/-cNaXJqnIccE/TqAlZFGyz0I/AAAAAAAAA1c/sbI6CoumGUo/s640/Pobre%2Bn%252525C3%252525A3o%2Btem%2Bsorte%2B2.png

CD - Estava lendo em seu site que tu tiveste uma infância humilde no MT, onde estudava em uma sala com crianças de diversas séries, o que não é novidade tratando-se de Brasil. Como isso influenciou seu crescimento pessoal e carreira literária?
LR - Sim, eu estudei em escola rural, depois em escola pública, terminei o ensino médio em escola particular e cursei Turismo em universidade estadual.  Essa variedade de escolas, ambientes e metodologias me foram úteis para completar na formação de alguns dos meus valores. Não julgo ninguém pela cor, raça ou classe social. Sou uma pessoa que respeita o próximo. Por outro lado, essa vivência “multi-tudo” me ajuda muito, até hoje, na hora de construir personagens, enredos, cenas, etc.

CD - Conte-nos como foi entrar no mercado literário brasileiro. E sua família, o que achava?
LR - Comecei como escritora independente. Lancei o primeiro livro da série PNTS em 2009 e em 2010 a segunda edição do livro junto com o segundo volume. Graças ao destaque que consegui com a série que eu fechei contrato com a Editora Gutenberg para publicar o Amigas Imperfeitas e, meu último livro, A Segunda Vez Que Te Amei.
Minha família me apoiou e continua me apoiando nessa minha jornada. Sem eles, acho que eu não estaria aqui. Meu marido, em especial, foi alguém que acreditou na promessa de sucesso até mais do que eu mesma e me incentivou muito.

http://www.pluricom.com.br/clientes/grupo-editorial-autentica/noticias/2013/10/leila-rego-autografa-a-nova-edicao-de-seu-livro-amigas-imperfeitas-na-primavera-dos-livros-do-rio-de-janeiro/image
 
CD - Quais são os tipos de livro que tu escreves? Quem são os seus leitores, ou público alvo?
LR - Escrevo um gênero literário chamado chick-lit, que é um gênero que aborda as questões das mulheres modernas. São romances leves, divertidos e charmosos que retratam a mulher de hoje, ou seja, a mulher independente, culta que trabalha e conquista seu espaço. E, ao mesmo tempo, tem toda a dinâmica com sua família, amigos e seus relacionamentos românticos.

CD - Como é o seu relacionamento com os leitores?
LR - Procuro ser o mais acessível possível. Leio e respondo todos os e-mails, as mensagens no twitter, Facebook e demais redes sociais.  Gosto e acho importante ter esse contato para saber o que os leitores estão pensando sobre literatura de uma forma geral e, também, sobre meus livros.  Não curto gente de nariz empinado e me sinto muito conectada com meus leitores!

http://www.pluricom.com.br/clientes/grupo-editorial-autentica/noticias/2013/11/leila-rego-autografa-em-sao-paulo-a-segunda-vez-que-te-amei/imageCD - Fale um pouco sobre seu novo livro A segunda vez que te amei. Como foi o processo de escrita? Em que se inspirou?
LR - Eu escrevi no ano de 2012 e passei 2013 revisando e ajustando os capítulos para que ele fosse publicado em novembro passado. O livro conta a história de dois casais que tentam lidar com indiferença e crises geradas pela rotina conjugal. André e Juli estão casados há seis anos e são sócios de um restaurante italiano. Fora de casa eles são o casal perfeito. Dentro de casa, não é bem assim. Já Raquel e André parecem que foram feitos um para o outro, têm uma vida estável, um filho de 09 anos, bons empregos e um bom nível social que permite uma vida confortável, mas um segredo de Alberto pode abalar a vida estável desse casal. Quando as vidas destes quatros personagens se cruzam, muitas coisas acontecem, inclusive o renascimento de amores mal resolvidos do passado.

CD - Conte-nos sobre o que tens lido ultimamente. Livros e autores preferidos!
LR - Estou lendo livros de romance e chick-lit ( Lembra-se de Mim – da Sophie Kinsella e O Atlas do Amor – da Laurie Frankel). Tenho vários que gosto e admiro. Mas as autoras que mais gosto são as que escrevem chick-lit, que é o meu estilo literário preferido.

CD - Encontrei em seu site o projeto Novas Letras. O que é esse projeto? Qual sua participação nele? Deixe um contato para quem possa se interessar no projeto.
LR - O Novas Letras nasceu no Twitter. Estávamos trocando figurinhas sobre literatura e surgiu a ideia de fundarmos um grupo.  O grupo é formado por 5 escritores com estilo diferentes.  Somos bem heterogêneos,mas bastante unidos.  Em 2010 e 2011 fizemos muitos eventos literários de âmbito nacional. Desde 2012 que o projeto está um pouco menos acelerado, por diversos motivos. Fazemos um ou dois eventos por ano, pois estamos mais focados na carreira individual de cada um. É um grupo do qual eu tenho muito carinho e torço muito pelo sucesso de cada membro.

CD - Deixe seu contato email, blog, redes sociais...
LR - Eu quero agradecer a oportunidade de estar aqui falando do meu trabalho como escritora. Obrigada sempre por lerem meus livros.  Escrever e perceber o bem que trago aos outros é uma realização maravilhosa.   Continuem apoiando os autores nacionais e me enviando notícias ao acabar de ler minhas obras.  Gosto muito de “escutar” o que vocês dizem. Desejo sucesso e muitos livros em suas vidas, esses portais mágicos que nos transportam para um mundo cheio de descobertas maravilhosas!


Leila, eu que agradeço por divulgares teu trabalho aqui no blog, desejo muito sucesso, muitos livros, leitores e muito inspiração!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Entrevista: Laura Conrado

Oi, pessoas! Como estão? Estou muito! E vou melhor ainda depois deste post!

Na semana retrasada na coluna Livro da Semana trouxe o livro Freud: Me Tira Dessa! Como eu havia falado naquele post eu li apenas o primeiro capítulo, mas gostei tanto, mas tanto que entrei em contato com a Laura e ela topou na hora em dar uma entrevista para nós!

Gente, por isso que gosto de autores brasileiros, as chances de conseguir contato via facebook, twitter, email, etc, é enorme! Contato com respostas é claro, hehe!

Bom para quem não conhece o trabalho da Laura ela têm 4 livros publicados e se dedica integralmente a escrita (que sonho, né! Laura quando eu crescer quero ser que nem você, hehehe!). Mas não vou falar mais, vou deixar ela falar!

Laura Conrado
Camila Dorneles - Como tudo isso começou? Sempre quis escrever?
Laura Conrado - Desde pequena sonhava em ser escritora! Achava incrível a forma que me identificava com personagens e como reconhecia sentimentos meus nas histórias. Como tornar-se escritor não é um caminho fácil, com uma faculdade, optei pelo jornalismo, querendo trabalhar com a escrita. Com o tempo, percebi que não queria narrar os fatos, mas criar histórias. Queria ser autora. 

CD - Conte-nos sobre o início da sua carreira. Tu tiveste que batalhar muito para ter seu primeiro livro publicado? Qual foi?
LC - Publiquei meu primeiro livro aos 21 ano, destinado ao público infantil; como dava aulas para crianças, foi natural criar algo para eles. Depois lancei o segundo também infantil. Mais tarde quis escrever histórias que tivessem mais a ver com o que eu passava. Aí saiu o Freud, Me Tira Dessa, meu primeiro romance chick-lit. Foi muito difícil emplacá-lo numa editora. Mantive a esperança e as tentativas até publicá-lo em abril de 2012. FMTD foi o livro que me permitiu viver meu sonho de ser escritora.

CD - Vi em seu site que fazes muitos eventos, de Bienal a entrevistas. E também que
Primeiro Livro Publica por Laura
tu se dedica integralmente a escrita. Fale um pouco sobre essa fase. Se sente realizada? Como é sua rotina?
LC - Sinto-me muito realizada! Acordo com mil ideias e é perfeito ter um trabalho que me permita criar. Mas nem só de inspiração vive um escritor! Um livro requer planejamento, dedicação, disciplina, revisões, melhorias no texto e muita atenção. Depois de estruturar o livro, os conflitos e as personagens, eu me dedico à redação, me leva cerca de três meses. Tento conciliar com os eventos e contato com os leitores que, graças a Deus, cada dia me tomam mais tempo!

CD - Quais são os tipos de livro que tu escreves? Quem são os seus leitores, ou público alvo?
LC - Meu público é majoritariamente feminino, entre 20 e 30 anos. Tenho leitores homens também, geralmente interessados em assuntos comportamentais. Comecei uma série teen que me aproximou muito de garotas de 13 a 16 anos. Sigo, então, trabalhando com esses dois públicos, que me recompensam imensamente!

CD - Como é o seu relacionamento com os leitores?
LC - Falo muito com meus leitores! Somos muito próximos e não essa “frescura” de me manter distante.
Seja pelas mídias sociais e por e-mails, quando o assunto é particular. De algumas já fiquei tão próxima, que troco ideias sobre livros e sobre a vida pelo WhatsApp. Quando estou para baixo, releio as mensagens e logo recobro as forças! Tudo que escrevo é pensando neles! 

CD - Quais são suas inspirações para escrever?
LC - A vida real é muito rica, uma verdadeira matéria-prima. As pessoas, de forma geral, me inspiram. Adoro ler biografias, ver entrevistas, conversar, ouvir histórias... Uso a prerrogativa de ser escritora para escutar um pouco do que os outros falam quando estou na rua. Quase sempre sai uma cena nova.

CD - Conte-nos sobre o que tens lido ultimamente. Livros e autores preferidos!
LC - Nas últimas semanas, gostei muito de dois livros que li: A Filha do Carrasco e O Analista, ambos de suspense. Não me apego ao gênero para escolher livros; se a história é boa, embarco! Esses dias, reli A Vida Íntima de Laura, da fabulosa Clarice Lispector, uma das minhas divas literárias. Gosto muito de Fiódor Dostoiévski, Lygia Fagundes Telles, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues... A lista é grande!

 
CD - Queremos novidades sobre seu próximo projeto, Freud, me segura nessa!. O que tu podes falar sobre ele no momento?
LC - Estou animadíssima com a continuação de FMTD! A Catarina, personagem principal, é muito querida por mim e por centenas de leitores, o que me motivou a escrever a sequencia. Cat agora estará nos Estados Unidos, longe casa, conhecendo formas de viver diferente da sua. Se no primeiro ela viva paixões platônicas, neste novo livro ela correrá riscos reais, se tornará mais adulta. Tudo, claro, com bom humor. Freud, Me Segura Nessa! deve sair em abril.

CD - Deixe seu contato email, blog, redes sociais...
LC - Meu site é www.lauraconrado.com.br. Meu Facebook é laura.conrado. Meu twitter é @laura_conrado e meu Instagram é LauraConrado.
Vou adorar receber os recados de vocês! Muito obrigada pela oportunidade de falar com vocês! Espero que tenham curtido!
Beijokas mil!
 
Laura, quero agradecer imensamente a sua atenção e desejo muito sucesso na sua carreira! Que tu tenhas muito mais livros, leitores e muito inspiração!